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título:   A  C  D  E  F  H  M  N  O  P  R  S  autor:   A  B  C  D  E  F  L  M  N  O  P  R  S  T 
 
     

 

gênero: ficção
páginas: 175
formato: 14x21 cm
ISBN: 978 85 62381 34 8


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Doce Alquimia

Marinho Piacentini

 
  R$ 23.00
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Tendo escrito  a primeira versão deste romance 14 anos atrás, o autor oferece-nos agora a obra realizada a  que chamou Doce Alquimia. O título se refere a um veneno alucinógeno à base de papoula que transforma o ato de morrer numa intrigante viagem imaginária. Na obra, tal veneno será usado  por um assassino serial para realizar dezenas de eutanásias. A insistência nesse crime obriga o leitor a refletir sobre o problema, tão incisivo, da extensão da vida com ou sem autorização da pessoa.

Com grande propriedade e variados recursos narrativos, Marinho Piacentini utiliza a estrutura do romance policial para desenvolver alguns temas que afligem a sociedade: a questão religiosa e suas dúvidas, a sexualidade por amor ou por desejo e os supostos direitos sobre a própria vida.

Descobrir o inspirador  das eutanásias é tarefa do delegado Thales Duran, o protagonista, na qual será  auxiliado pela  ex-namorada, Gardênia, jornalista mas também psicóloga da área criminal. Esta, nos últimos anos, viveu  na Índia como discípula do famoso guru Osho. A presença de Osho e sua filosofia se dá através da lembrança da jornalista, que, muito próxima de seu mestre, se inspirara em suas palavras para pensar sua própria existência.

Interessado em aprofundar o viés psicológico de seus personagens, o autor narra a protagonista diante de um  penoso processo de desilusão religiosa. Enquanto crê amadurecer - o que o leitor pode colocar em dúvida -, Gardênia retoma aos poucos sua antiga e avassaladora relação amorosa com Thales, provocando um movimento criador bem interessante entre as técnica do  policial, várias denúncias sociais e momentos eróticos.
Senhor de grande aptidão para criar diálogos, o teatrólogo Piacentini  tempera-os com  blocos de textos monologais,  usando um respeitoso equíbrio para com o  leitor.

Marinho Piacentini traz para o romance grandes questões sociais e existenciais que podem ser analisadas à luz da falta de ética ou excesso de relativização dos valores.


Trecho
"Ela acreditava que Osho vivia em eterna iluminação, num estado contínuo de plena consciência, tudo o que ela buscava.
Tornara-se monja para estar com ele e, desde então, vestia-se com túnicas da cor do sol nascente, tradição dos religiosos orientais. Naquele fim de tarde, ela teria um darshan, um encontro cara acara com o mestre, coisa cada vez mais rara naqueles dias em que uma multidão de discípulos acorria de todas as partes do mundo para vê-lo - uma onda internacional de pessoas famintas de seus ensinamentos, sobretudo porque pregavam a liberação sexual."



"Doce Alquimia é uma deliciosa leitura!Um romance policial inteligente, forte, atual, erótico sem cair no vulgar, instigante, criativo.
Prende o leitor na cadeira da primeira à última página.Nas primeiras páginas, o desmonte das ilusões religiosas da personagem principal, poderia se aplicar às desilusões causadas pelas mais diversas religiões.Cai o véu, e verdade sobre o mestre, ou mestres, está ali diante do crente!A constante linha de fronteira entre o ético e o não ético permeiam de forma constante o texto, obrigando o leitor a pensar."
VLAD.